Governo do Distrito Federal
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29/10/19 às 19h24 - Atualizado em 30/10/19 às 17h27

Secretaria discute Plano de Enfrentamento ao Aedes aegypti com administradores regionais

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A Secretaria de Saúde apresentou, nesta terça-feira (29), o Plano de Enfrentamento das Arboviroses – doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem a dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A reunião foi presidida pelo vice-governador Paco Britto, e contou com a presença dos administradores regionais e outros secretários envolvidos no Plano.

 

“Esse plano de ações de prevenção e de proteção da população do Distrito Federal é um dever nosso. Essas ações, desenvolvidas pela Secretaria de Saúde, têm a orientação do governador Ibaneis para que sejam implantadas em todas as regiões administrativas, para o bem da população do Distrito Federal”, afirma o vice-governador, Paco Britto.

 

Durante a apresentação, todos foram convocados a realizar um trabalho de multiplicação junto à comunidade, e a firmarem um compromisso de preservar a saúde e a vida da população do Distrito Federal.

 

“Esse programa de combate à dengue ‘Todos Contra à Dengue no DF’ é de extrema importância, pois traçamos todos os planos necessários para que possamos combater o mosquito Aedes aegypti. O envolvimento de todos é muito importante, principalmente da população, para que não deixe água parada onde os mosquitos possam se reproduzir. Estamos todos juntos e firmes. O governador Ibaneis está cada vez mais empenhado em não deixar que a população do Distrito Federal tenha dengue ou chikungunya”, destacou o Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, durante reunião no auditório da Academia dos Bombeiros.

 

O Plano de Enfrentamento (2020/2023) foi elaborado em concordância com as áreas técnicas e a Sala Distrital, com objetivo de reduzir o número de óbitos provocados pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, o documento pretende aumentar a efetividade das ações e diminuir o tempo de resposta no combate ao mosquito, minimizando as dificuldades decorrentes da sazonalidade e os riscos de epidemia.

 

“A ideia do plano é nivelar todos os profissionais dentro de uma visão multidisciplinar sobre o que e como fazer, caso tenhamos um processo epidêmico. E, caso não tenhamos, entendermos em que nível nós estamos e como podemos ajudar nesse problema de saúde pública. Entender isso nos permite fazer uma melhor prevenção, reação e ação”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

 

De acordo com o gestor, o Distrito Federal, além de estar preparado do ponto de vista teórico, também está no ponto de vista prático. Ele afirma que o DF é a única unidade da federação que tem todos os insumos básicos para o enfrentamento do mosquito.

 

FORÇA-TAREFA – As ações visam dobrar de 40 para 80 o número de veículos para aplicação do fumacê, aumentar em mais 200 pessoas o efetivo de agentes nas ruas, usar motos para reforçar pulverização de Ultra Baixo Volume (UBV) e contar com o apoio de 1,5 mil agentes do Corpo de Bombeiros.

 

O plano é organizado em cinco eixos temáticos: coordenação; assistência; vigilância; apoio logístico; comunicação, mobilização e educação em saúde. A ideia é organizar o espaço e a responsabilidade de cada órgão do DF nessa rede de enfrentamento ao Aedes aegypti.

 

“O mosquito atinge todas as camadas sociais, em toda a sociedade, com a maior incidência nos domicílios. Então, há uma grande importância no alinhamento das ações entres os órgãos e secretarias do governo para, junto à população, combater o Aedes aegypti. Todos têm fundamental importância nesse combate”, salienta o secretário-adjunto de Gestão em Saúde, Ronan Lima.

 

AÇÃO – Algumas medidas já foram tomadas recentemente pela Secretaria de Saúde para reforçar o combate ao Aedes, como a Assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério da Saúde, para regulamentar a alocação de 120 servidores cedidos pelo ministério à secretaria; e a capacitação de 1,5 mil soldados do Corpo de Bombeiros.

 

As ações de assistência e vigilância são maximizadas e fortalecidas com a participação de diversos órgãos envolvidos no enfrentamento de arboviroses, tais como: administrações regionais, SLU, CBMDF, Defesa Civil, secretarias das Cidades, Agricultura, Educação, Comunicação, FAP, DFLegal, Novacap, Caesb, Casa Civil, Emater, Ibram e o Instituto Nacional de Meteorologia.

 

Nivania Ramos, da Agência Saúde

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF