Governo do Distrito Federal
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14/10/19 às 11h30 - Atualizado em 14/10/19 às 12h36

Catedral – Brasília 60 anos

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Lucíola Barbosa

 

Próximo em completar seus 60 anos, Brasília pulsa vida, seja em seus belíssimos monumentos ou nas praças e jardins, com os ipês roxo, amarelo, rosa e branco, que encantam os visitantes e são orgulho de seus moradores. Essas e outras atrações turísticas serão postadas no Instagram e no site até o dia 21 de abril, como parte do projeto 60 anos da capital federal.

 

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida
Data celebrada com fé, música e oração, pelos fiéis católicos, 12 de Outubro é dia de louvar e coroar Nossa Senhora Aparecida. E toda diocese do Distrito Federal – que compreende cerca de 150 paróquias – vai estar envolvida com as homenagens à Padroeira de Brasília e do Brasil. Vale lembrar que, no início da construção da Capital Federal, a primeira ação em homenagem à Nossa Senhora Aparecida foi uma missa. A Virgem Santíssima passou por todo o país transmitindo a mensagem da nova capital e voltou para a Catedral Metropolitana de Brasília.
Dedicada à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Catedral Metropolitana, sede da Arquidiocese de Brasília, foi o primeiro monumento da capital. A obra de arte foi projetada por Oscar Niemeyer por mais de 10 anos e foi inaugurada em 31 de maio de 1970. Trata-se de uma joia arquitetônica, cujo edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no dia 19 de novembro de 1991.
O templo tem linhas arquitetônicas singulares e originais e algumas características marcantes de Niemeyer, como concreto armado, vitrais e espelhos d’água. A cobertura do templo é sustentada por 16 colunas de concreto, cada uma com 42 metros de altura e 90 toneladas.
Na entrada, ficam as quatro estátuas em bronze, esculpidas por Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, com três metros de altura cada, representando os quatro evangelistas da Bíblia Sagrada: Mateus, Marcos, Lucas e João.
No interior da nave, estão os famosos anjos suspensos por cabos de aço, também obras de artes de Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, que lembram os três arcanjos bíblicos: Miguel, Gabriel e Rafael. O maior pesa 300 kg e mede 4,45 m; o médio pesa 200 kg e mede 3,40 m e o menor pesa 100 kg e mede 2,20 m. Outra obra que merece destaque é a escultura de Pietá – abençoada pelo Papa João Paulo II, é uma réplica da obra de Michelangelo, que se encontra na Basílica de São Pedro em Roma; pesa 600 kg e mede 1,74 m de altura.
Presente doado pelo Papa VI, o altar da Catedral chama a atenção e também a imagem da padroeira Nossa Senhora Aparecida – réplica da original que se encontra em Aparecida (SP). O que dizer, então, dos vitrais de 30 metros de altura, que cercam toda catedral, obras primas de Marianne Peretti – única mulher na equipe de Niemeyer. Belíssimos, ficam ainda mais especiais com o efeito da iluminação.
Na entrada da Catedral, encontra-se um pilar com passagens da vida de Maria, mãe de Jesus, produzidas por Athos Bulcão e a via sacra, obra de Di Cavalcanti.
Já o campanário, com 20 metros de altura, foi uma ideia totalmente inovadora e ousada naquela época. Foi criado para ser a Torre da Catedral, e inaugurado, em 1977, pelo primeiro Arcebispo de Brasília, D. José Newton de Almeida Baptista. É composto por quatro grandes sinos de bronze doados pelo Governo da Espanha. Desde 1987, os sinos tocam pontualmente às 6h, 12h e 18h.
A primeira missa oficialmente programada para a inauguração de Brasília, em maio de 1957, foi registrada com a instalação da Cruz Histórica, que recebeu esse nome por ter sido plantada no solo da capital naquele memorável dia. Ela se encontra à esquerda de quem entra na Catedral.
A visitação ao local é gratuita: das 8h às 16h30 (diariamente), com exceção às terças-feiras e às sextas-feiras, das 10h30 às 16h; mas as visitas são restritas durante as celebrações.

“Pensei que a catedral pudesse refletir, como uma grande escultura, uma ideia religiosa, um monumento de oração, por exemplo. Projetei-a circular, com colunas curvas, que se elevam para o céu, como um gesto de reclamo e comunicação.” Oscar Niemeyer

 

 

 

 

 

Fotos: Vinicius de Melo